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Desta vez eram as lágrimas. As minhas. Silenciosas. Eram elas que, na sua tristeza de silêncio e líquido, inundavam a casa que soçobrava naquele mar de sal e dor.
Tu perdias o teu sonho.
Eu chorava.
A casa desaparecia.
Numa tristeza de águas.
Por fim.
Filomena, janeiro 12
