Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Para 2012


Seja esse o segredo para 2012,
quando a realidade for mais dura que haja sempre o lugar para  a fantasia.
Afinal, " pelo sonho é que que vamos"


Bom ano para todos

Filomena

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

dos dias felizes




imagem do google




Contigo os dias são maiores que a noites e os pombos arrulham como na primavera.


Boa viagem minha querida


Filomena, dezembro 11

Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Feliz Natal


imagem do google


Amanhã por esta hora estaremos de novo todos juntos, por isso devo aparecer por estas bandas muito raramente( só lá para o dia 30).
Assim, para todos os que por aqui passam, desejo um Natal muito feliz com muita saúde e alguns presentes no sapatinho.
Que todos sejamos um só em Amor.

Filomena, dezembro 11

Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011

Último poema


imagem do google




"Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação."

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Ruídos do silêncio


in silence  by Chiharu Shiota.



" É extraordinária a quantidade de ruídos que há dentro do silêncio: estalos de mobília, o gorgolejo de um cano, as mandíbulas do caruncho mastigando, os saquinhos de alfazema do baú da roupa que se retraem e secam. "

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

hoje


"-¿Qué llevas en la boca
Que se te enciende?

—La estrella de mi amante
Que vive y muere.

—¿Qué llevas en el pecho
Tan fino y leve?

—La espada de mi amante
Que vive y muere. "



Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Os meus caminhos


imagem daqui


E por não me querer perder, fecho os olhos e deixo-me ir. Percorro todos os caminhos que me afastam de ti a cada passo que dou. Paro, respiro e continuo. Quanto mais me afasto mais segura me sinto e  mais leve me torno. Por muitas que sejam as curvas do caminho, sei que chegarei sempre a casa e que o regresso é certo, e seguro. O regresso é o meu. O caminho é o meu. A estrada é a minha. Fechar os olhos é bom... saber que não te encontro, é melhor.



Filomena, dezembro, 11

Domingo, 11 de Dezembro de 2011

" aquele beijo durou um suspiro"


imagem do google


" Foi um beijo casto, tépido, leve, mas teve o efeito de um abalo telúrico nos seus sentidos. Cada um percebeu  a pele do outro, nunca antes tão nítida e próxima, a tensão das mãos, a intimidade de um contacto ansiado desde o começo dos tempos. Um calor palpitante invadiu-lhes os ossos, as veias, a alma, algo que não conheciam ou tinham esquecido por  completo, pois  a memória da carne é frágil. Tudo desapareceu ao seu redor. Para eles apenas contavam os seus  lábios unidos, dando e recebendo. Na verdade, foi apenas um beijo
a sugestão de um contacto esperado e inevitável, mas ambos estavam certos de que este seria o único beijo que poderiam recordar até ao fim da vida e, entre todas as carícias a única que lembrariam com saudade"

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

antonímia


imagem daqui



Começar acabar unir desunir para sempre e agora atar desatar estar triste ou feliz falar calar amar desamar saber ou fazer de conta rir chorar verdade  e mentira a noite e o dia a lua e o sol o calor e o frio saber tudo e tudo querer ignorar fechar os olhos por fim.



Filomena, dezembro 11

Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

A estrela cá de casa


imagem daqui


Da tristeza que sentimos quando, no domingo ao preparar a casa para o Natal, percebemos que a estrela para colocar em cima da árvore, tinha desaparecido. Remexemos os caixotes, remexemos o sótão, olhámos um para o outro entre surpreendidos, desiludidos e magoados. 
É que a nossa estrela tem uma história: foi feita pelo avô Paulo, no primeiro Natal do seu casamento. Imagino esse avô ainda jovem, a trabalhar os arames para fazer as cinco pontas, a revesti-lo de bocadinhos de fita dourada que, com o passar dos anos, perdeu o brilho e era agora de um amarelo baço... o amarelo da nossa estrela.
Bem, o que não tem remédio remediado está. O meu marido apareceu na segunda feira munido de arame e boa vontade. A estrela de Natal passaria a chamar-se daqui a uns bons anos" a estrela do avô Zé" e também vais fazer a espiral para se poder colocar na árvore? " claro, ou queres ficar tu com a estrelinha na mão?".
Mas não era a mesma coisa... nestas alturas( e noutras!) eu persisto em procurar onde já foi procurado e noutros locais... sei lá eu" Gaspar, espero que a nossa estrelinha tenha iluminado o sono de algum menino, ou que tenha feito brilhar o sorriso de alguém que estivesse triste".
Claro que o Gaspar tem de entrar na história. Feliz da vida ele estava fazendo rolar as bolas que eu espalhara pelo chão, numa ânsia última de encontrar a estrela. Lá vai ele com uma maçã na boca todo lampeiro esgueirar-se na lareira." Gaspar, aí não! Não!" e num repente, no meio do jarrão de flores secas, oh! aquilo... é a estrela.
Tinha estado todo o ano naquele canto, se calhar tinha saído sorrateiramente do caixote que esperava para ser arrumado, e tinha ficado cá em baixo a luzir  para nós. A iluminar as nossas vidas ao longo de todo um ano.
A nossa Estrela do Natal. Repousa agora, como todos os anos, no cimo do abeto. Com mais uma história para se ouvir.
 E o Zé, vai igualmente fazer uma estrela, a sua. Estrelas, nunca são demais.



Filomena, dezembro 11

Domingo, 4 de Dezembro de 2011

onde o sol secretamente se deixava acariciar


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 "Eu amei esses lugares
onde o sol
secretamente se deixava acariciar.
Onde passaram lábios,
onde as mãos correram inocentes,
o silêncio queima.
Amei como quem rompe a pedra,
ou se perde
na vagarosa floração do ar."


Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

e dezembro chegou


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