sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Um óptimo fim de semana para todos!

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Bons sonhos!

dos impulsos


É uma vontade, um desejo, um impulso de ser feliz outra vez, de novo, continuamente. Sem pensar, sem rédeas, completamente solta numa espiral doida de alegria.
Quisera eu.

( a vida tem destas coisas)


Filomena, Novembro 09

Em espiral plena de Alegria há que pensar soltos mas com rédeas

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 26 de Novembro de 2009

Os amantes


Lá, onde estiver o teu coração, estarei eu também.
( será sempre, para sempre. agora eu sei)


Filomena, Novembro 09

terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Boa noite

Hoje


Segue-me noite e dia o teu desejo!...
Oiço a tua voz rúbida e cantante
suplicar-me a carícia do meu beijo,
numa teima exigente e perturbante!

E o meu corpo vencido, dominado,
vai tombar doloroso, inconsciente,
sobre a lembrança morna do passado
— e fica-se a sonhar... perdidamente!


( Judith Teixeira )

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Boa noite

Caminho?

É um sonho?
Caminho pela sombra das árvores nuas?
E lá ao fundo é a casa?
E dentro da casa estás tu?

Eras
Ergueste-me nos braços
e dançámos uma valsa sem fim
És
Se não abrirmos os olhos
a noite não acaba
e ficamos neste encanto
Foste
até ser dia

Filomena, Novembro 09

( às vezes as palavras não precisam ter sentido, basta senti-las)



O Problema das palavras está em que, se as sentimos tal significa, implicitamente, que têm sentido ... seja ele qual for!

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 23 de Novembro de 2009

Hoje


E de súbito desaba o silêncio.
É um silêncio sem ti,
sem álamos,
sem luas.

Só nas minhas mãos
ouço a música das tuas.


( Eugénio de Andrade )

domingo, 22 de Novembro de 2009

Bom final de domingo

do prazer


O prazer chegou do céu, agarrámo-lo, e ele suprimiu-nos, levou-nos para sempre e depois desapareceu.

( Marguerite Duras )


Ao chegar, o prazer, a ele sucumbimos e por nos ter criado permaneceu para sempre.

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 22 de Novembro de 2009

Canto



Canto-te então
e choro de emoção
na mágoa que aperta
e grita pela certa

Canto-te um fado
que sendo triste
não tem de o ser
mas que primeiro
sendo chorado
de dedo em riste
aponta o que a ver
como lumeiro
sabe o que é sofrer

Canto-te então
e magoado
sei que o que venha
tem de acontecer
e desta boca aberta
liberto o teu sofrer


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 21 de Novembro de 2009

sábado, 21 de Novembro de 2009

Boa noite

Pedido


Canta-me um poema triste, daqueles que magoam e fazem doer as lágrimas
Canta-me de amantes que morrem, de amores esquecidos e de aves sem asas
Canta-me um poema triste que vais declamar em voz baixa e contida
Canta-me um poema triste, daqueles que todos conhecem em suspiros de saudade
Canta-me um poema triste,uma vez e outra, para que eu adormeça solitária e magoado de tanto ouvir a tua voz sofrida


Filomena, Novembro 09

do poema


O problema não é meter o mundo no poema; alimentá-lo de luz, planetas, vegetação. Nem tão- pouco enriquecê-lo, ornamentá-lo com palavras delicadas, abertas ao amor e à morte, ao sol, ao vício, aos corpos nus dos amantes -

o problema é torná-lo habitável, indispensável a quem seja mais pobre, a quem esteja mais só do que as palavras acompanhadas no poema.

( Casimiro de Brito )

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Boa noite

Perder as asas

E no mesmo instante, assim como as folhas das árvores no Outono caem dos ramos, assim Oriana viu as suas asas cairem dos seus ombros e ficarem de repente secas e mortas como dois papéis velhos. E o vento passou e levou-as pelo ar. Oriana correu atrás delas, mas já não podia voar e as asas desapareceram. E viu a sua varinha de condão partir-se aos bocados e desfazer-se em poeira, que caiu no chão. E Oriana quis apanhar a poeira, e ajoelhou-se no chão. Mas a poeira já estava misturada com a terra e as mãos de Oriana só conseguiram apanhar terra.

( Sophia de Mello Breyner )