Sábado, 18 de Maio de 2013
Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
A onda
E por vezes o melhor mesmo é deixarmo-nos ir na onda. Sem pensar em nada. Deixar a consciência, essa grande chata!, sentada na beira do passeio e percorrer a estrada à nossa frente... tão bela e tentadora, cheia de curvas sinuosas, belas e por vezes sinistras, mas o que importa se é mesmo aquilo que queremos. Ir até ao abismo, cair por ele abaixo, rodopiarmos naquela mistura de medo e aventura que sempre têm as coisas novas e proíbidas...
Pois... a consciência... fica para mais tarde... para o resto da vida.
Filomena, maio 13
Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
" Cada ano repetia de novo as suas quatro estações. Era a primavera que enchia as árvores de leves folhagens verdes, e espalhava nos campos multidões de papoilas.Então as andorinhas voltavam e tudo se enchia de flores que baloiçavam docemente nas brisas transparentes.Depois o verão chegava, os dias cresciam, o ar povoava-se de perfumes, as abelhas zumbiam em roda dos cachos de glicínias. Rosas, narcisos, cravos e tulipas desabrochavam nos canteiros. O jardineiro levava todas as manhãs à cozinha grandes cestos cheios de fruta: primeiro eram as cerejas e morangos, depois pêssegos, ameixas e peras. Um pouco mais tarde apareciam figos e uvas.Então começava o outono. Os dias ficavam mais curtos e mais doirados, as vinhas eram vindimadas, dos castanheiros caíam os primeiros ouriços verdes, nos jardins havia dálias e crisântemos, o chão cobria-se de folhas amarelas e secas que se desprendiam uma a uma dos altos galhos das árvores e tombavam lentamente dando voltas no ar. De repente um grande vento cinzento varria a quinta, ouvia-se ao longe o ronco furioso do mar e começava o inverno. Chovia sem parar durante uma semana. Quando parava de chover começava o frio. Apareciam muito brancas as primeiras camélias. Os plátanos e as tílias, despidos das suas folhas, erguiam no céu pálido os seus galhos nus. Cada dia era mais curto do que o da véspera. Até que a água dos tanques gelava... "
Terça-feira, 7 de Maio de 2013
A manhã está cinza e fria.
No jardim, um passarinho canta baixinho a sua alegria.
A noite adormeceu as flores que, agora acordadas, exibem cores e perfumes discretos.
Passeio pela alameda das rosas, acariciando está pétala, parando nesta rosa cor de fogo que desabrochou para a vida. Não me atrevo a tocar-lhe mais, uma rosa é tão frágil... inclino-me e beijo-a muito ao de leve.
Quando me ergo, olho o céu e para lá das nuvens de chumbo, vejo o azul-claro. Vai ser um lindo dia.
~rosa~
No jardim, um passarinho canta baixinho a sua alegria.
A noite adormeceu as flores que, agora acordadas, exibem cores e perfumes discretos.
Passeio pela alameda das rosas, acariciando está pétala, parando nesta rosa cor de fogo que desabrochou para a vida. Não me atrevo a tocar-lhe mais, uma rosa é tão frágil... inclino-me e beijo-a muito ao de leve.
Quando me ergo, olho o céu e para lá das nuvens de chumbo, vejo o azul-claro. Vai ser um lindo dia.
~rosa~
Sexta-feira, 3 de Maio de 2013
De repente estou só no mundo
"De repente estou só no mundo. Vejo tudo isto do alto de um telhado espiritual. Estou só no mundo. Ver é estar distante. Ver claro é parar. Analisar é ser estrangeiro. Toda a gente passa sem roçar por mim. Tenho só ar à minha volta. Sinto-me tão isolado que sinto a distância entre mim e o meu fato. Sou uma criança, com uma palmatória mal acesa, que atravessa, de camisa de noite, uma grande casa deserta. Vivem sombras que me cercam - só sombras, filhas dos móveis hirtos e da luz que me acompanha. Elas me rondam aqui ao sol, mas são gente."
Subscrever:
Mensagens (Atom)






